Momento SDEN (ser diferente é normal) total...
Data: domingo passado. Local: Academia Força X (que tem como um de seus diferenciais abrir durante o fim de semana. Sí, irmã, sentiu o merchan? Liiiiiinda! ). Inventei de incluir algum exercício para panturrilha na minha série. Pedi para o Si fazer isso e ele escreveu na minha ficha "alguma coisa plantar no aparelho solenar", sei lá! Achei o maldito aparelho. Para vcs entenderem: um banco com um apoio que fica (no meu caso o futuro do pretérito seria mais indicado!) por cima dos joelhos e uma base onde se coloca os pés. Tá... ajustei os pesos, sentei e fiquei com aquela cara de "tá e daí?". Minhas pernas não cabiam entre a base e a parte que ficava sobre os joelhos! Tentei ajustar a altura... nada! Puxei o tal apoio, forcei os joelhos, virei para um lado, para o outro e nada! A Aline já estava rindo (ela tb estava lá).
Chamei o instrutor, o Si, que eu não sei se por sorte ou por azar é meu melhor amigo, para me ajudar a me ajustar no aparelho (rá... mera ilusão minha). Ele, de longe e com um ar de "não é possível que vc não saiba o que fazer!", me mandou chegar para trás. Obedeci. Disse para eu tentar colocar só a ponta dos pés. Nada... e como ele me dava as instruções a uma certa distância naquele tom de "Ah, pelo amor de Deus! Assim não é possível" todos que estavam na academia olhavam pra mim... até aí tudo bem, gosto de aparecer mesmo... só não foi legal ele ter perdido a paciência e ter tentado forçar o maldito apoio para ver se encaixava... sintam a cena: eu sentado, ele chega, solta o tal apoio e pede para que eu me ajeite, coloco os pés no apoio e faço cara de "Chitara, pronta! Ho!". Todos parados olhando a cena. Ele força o tal apoio contra minhas pernas se apoiando sobre ele e eu dizendo "não dá!", mas ele tenta por mais alguns minutos... até exclamar "caraca, moleque, vc é um monstro! Sai daí..."... e o povo todo me olhando com aquela cara de pena...
É, crianças, ser diferente é normal!
Escrito por Roger às 18h23
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Ninguém merece!
Sábado à noite, eu em casa criando meu blog, vagando na net e falando com a Ligia. A possibilidade de sair da frente do meu micro e curtir os embalos de sábado à noite já havia passado pela minha cabeça, mas minhas fibras musculares imploravam copiosamente: "Não inventa! Fica em casa! Vai dormir!" e eu já havia acatado às suas súplcias. Mas isso só até o momento em que Belzebu falou pela boca da Ligia, ou melhor, teclou pelos dedos dela (e vcs não sabem quão difícil é destinguir quando é ela ou ele falando!):"Sai sim! Vai pra night!" blablablá... mulher-demônio! Não devia tê-la escutado... mas escutei e passei por cima da revolta de meus músculos que me xingavam, me arrumei e saí.
Destino: uma boate chamada Habeas Corpus, na Tijuca (tão próxima à casa do Bruno que entre uma música e outra a gente pode ouvi-lo no quarto falando ao telefone. E antes que me condenem, eu tinha de ir para algum lugar perto. O Jack está com os documentos atrasados e eu não podia dar bobeira por aí... tinha blitz em tudo quanto é canto! Dei uma volta daquelas que só a Ligia, a porta-voz do beiçudo, dá. Coisa do tipo: Vila da Penha - São Cricas via Linha Amarela e Linha Vermelha. E ela ainda se justifica: "É que tenho medo de passar pelo Jacarezinho. É perigoso...". A pedra tinha ponta!) Cheguei à boate. Fechada... eu, linda, maravilhosa, na beca e decepcionada passei pela porta do local ainda incrédula. Parei, olhei para o povo ali presente: idade média: 18 anos, estilo: fashion-total-radical-básico, programa de TV predileto: Malhação, cantor: Avril Lavigne, livro: Quem Mexeu No Meu Queijo p/ Jovens e assim por diante. Todos ali parados desconsolados...
Sabe aqueles dias em que seu cérebro funciona como o de um vilão idiota de desenho animado? Então, assim funcionava o meu naquela noite, pois pensei: "...vou dar um tempo por aqui, vai chegar um monte de gente e vai que encontro algo interessante... ". E lá fiquei. Andei para um lado e para o outro até parar na esquina, escorado no muro. Àquela hora já não havia tanta gente assim e os poucos que chegavam e paravam nada tinham de interessante.
Pára uma biba ao meu lado. "Hum... linda..." foi meu primeiro pensamento. Ela: "Ué?! Tá fechada?!" e eu com cara de quem ouviu o Elerú falando com a voz da Ursoleta: "Er... tá! Ouvi dizer que foi interditada ontem". Ela entrou em pânico! Ficou nervosa ao ponto de passar a mão pelo cabelo e bufar! Disse que havia marcado com um pessoal lá, que não tinha como ligar etc etc etc... (gente, ela tirando o chiclete da embalagem parecia a Heleninha Roitman!). Falei algumas frases feitas para acalmá-la, mas ela estava louca...
15 minutos de papo com a Smurfete no corpo do Gargamel, um pouco mais calma, me chega outra biba. Ela parecia aquela indiazinha Tainá, só que na puberdade. Mesma pergunta, mesma resposta e ela exclama: "Ninguém merece!" e continua com uma ladainha na qual entrava a mãe dela, a preguiça, a lonjura, mais "ninguém merece!". Pensei: "eu mereço!"... naquele momento cheguei a conclusão que aquilo era uma piada do destino comigo. Ele devia estar se rasgando de rir... mas eu, atrevido como só, resolvi encarar a palhaçada toda e ver até quando aguentaria aquilo: um papo com Tainá, um viado adolescente (ele tinha 15 anos! 15 anos gente... espinhas disputando lugar a tapa no rosto dela! Aquele ar de "eu sou foda" em tudo que ela dizia!), e uma biba que parecia a Doris p/ Maiores com traços mais masculinos mas com os mesmo trejeitos! Suportei bravamente por mais de uma hora aquela chacota - aquilo era chacota do destino com a minha cara!
No meio da conversa os amigos da Ursoleta Smurfete Doris chegaram. Ela pediu licença (pelo menos, educada!) e se foi. Deixando Tainá e eu sozinhos! Tainá falava pelos cúbitos! Me contou de festinhas de quinze anos que ela não pôde ir naquele dia, disse que aquela marca no nariz, que eu nem notei em meio às espinhas, havia sido feita quando ele acendia um fósforo (imaginem a cena: eu encostado ao muro, braços firmemente cruzados, meio arqueado, olhando para Tainá. Ela, por sua vez, gesticulava à minha frente mostrando como havia sido o acidente: com a mão esquerda segura a caixa de fósforos com a lixa para cima na altura do peito, com a outra simula riscar o fósforo num movimento circular amplo que sai de cima da cabeça, passa pela caixa de fósforos e continua até atingir o nariz sobre a narina direita!). Naquele momento eu pedi para morrer! Mas logo me reergui e continuei na minha experiência psicosociológica.
Tainá falava e eu respondia. Chegaram outras pessoas. Outras pessoas se foram.
Crianças, o que era Tiná falando sobre "ficar na seca"? Disse que queria beijar na boca, disse que geralmente saia com caras mais velhos, queria saber o que eu faria depois dalí. Eu estava sendo assediado por uma bichinha adolescente de 15 anos com o nariz queimado por um fósforo estupidamente mal riscado por ela e com a camisa da Company que ela mais gostava manchada pela mãe! Tudo tem limite! Meu brio gritou "CHEGA!". Só então voltei para casa desejando que a Ligia acordasse vesga e gaga no domingo...
Escrito por Roger às 15h43
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